A IHM – Investimentos Habitacionais da Madeira, EPERAM, lançou esta terça-feira (9 de novembro), o primeiro concurso para construção de nova habitação no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, uma das áreas consideradas como prioritárias pelo Governo Regional para os próximos anos.

Trata-se da construção do Complexo Habitacional de São Gonçalo III, uma empreitada com preço base de 7,2 milhões de euros, que prevê a edificação de 54 fogos de habitação social.

Segundo informou o presidente da IHM – Investimentos Habitacionais da Madeira, EPERAM, João Pedro Sousa, “o lançamento do procedimento concursal desta empreitada marca o arranque da materialização do Plano de Recuperação e Resiliência, na sua componente habitacional.”

Relativamente a esta obra, João Pedro Sousa referiu que “trata-se de um complexo habitacional a edificar num terreno com quase nove mil metros quadrados de área, que contempla a construção de três edifícios de três pisos, com tipologias que variam entre os T1 e T4. Está ainda prevista a criação de infraestruturas, estacionamentos, espaços de acesso pedonal, áreas verdes e um parque infantil. Pretendemos por um lado garantir a ausência de barreiras arquitetónicas, e por outro, elevar o patamar de desempenho de eficiência energética, na medida em que o empreendimento será concebido com vista a obter a classificação energética máxima”.

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Recorde-se que no passado dia 29 de outubro, a IHM lançou uma oferta pública para a aquisição de 834 novos fogos a custos controlados, a construir por promotores privados em todos os concelhos da RAM. Complementarmente, nos próximos 5 anos a IHM pretende avançar com a construção de mais de 300 habitações, a executar através de várias empreitadas de obras públicas, onde se inclui o Complexo Habitacional de São Gonçalo III, cujo concurso foi lançado hoje. 

João Pedro Sousa mencionou ainda que “até 2026 o Governo Regional, através da IHM, pretende reduzir em cerca de 30% as carências habitacionais diagnosticadas na Região. Serão consideradas prioritárias as famílias com maior carência económica e habitacional, mas também os casais jovens e a classe média/baixa em início de vida profissional, que não conseguem aceder à sua primeira habitação no mercado privado, a preços minimamente comportáveis.”

O objetivo é, até 2026, realojar 1.121 famílias em novas habitações sociais, e também reabilitar 325 habitações próprias, totalizando um investimento global na ordem dos 128 milhões de euros.

Polo comunitário integrado

Por forma a dar continuidade ao trabalho social que já é desenvolvido em outros complexos habitacionais, no Complexo Habitacional de São Gonçalo III será também integrada a construção de um polo comunitário.

O objetivo é apoiar a população residente, nomeadamente através de uma intervenção social junto das famílias, dando uma resposta de âmbito social e comunitário, em que se desenvolve um conjunto de atividades formativas, lúdicas, culturais e desportivas, agindo de forma articulada com os parceiros locais.